TRABALHADORES SÃO RESGATADOS EM SERRARIA - Folha de Portel

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terça-feira, 10 de setembro de 2019

TRABALHADORES SÃO RESGATADOS EM SERRARIA

Os motivos da detenção foram flagrante de trabalho escravo e posse ilegal de armas de fogo, que eram utilizadas para ameaçar os trabalhadores. (Agência Brasil)
Um grupo de 12 trabalhadores submetidos a condições de trabalho análogas a de escravos foi resgatado na região de Portel, município da Ilha do Marajó, em operação realizada entre os dias 26 de agosto e 6 de setembro. O crime foi registrado em uma serraria localizada às margens do Igarapé Mandaguari, área rural a aproximadamente dez horas de barco da sede do município. Os trabalhadores ocupavam alojamentos sem qualquer condição básica de segurança, higiene e privacidade.
A fiscalização verificou que não existiam instalações sanitárias, acesso a água potável nem local adequado para o preparo e consumo das refeições. Recipientes que originalmente continham óleo de motor eram reutilizados para o armazenamento da água a ser bebida e utilizada no preparo de alimentos. O pagamento de salários era feito fora do prazo legal.
A ação fiscal foi realizada pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), coordenado pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. A operação contou com a participação da Defensoria Pública da União (DPU) e do Batalhão de Policiamento Ambiental da Polícia Militar do Pará.
O empregador foi notificado para efetuar o pagamento das verbas salariais e rescisórias devidas aos trabalhadores resgatados. Caso o empregador não cumpra a notificação dos auditores-fiscais, os trabalhadores terão a assistência da DPU para a adoção das medidas judiciais cabíveis destinadas à efetivação de seus direitos, inclusive ações de danos morais individuais. Um ofício foi encaminhado ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), para a prestação de assistência aos trabalhadores resgatados, que ainda terão assegurado o recebimento de três parcelas do seguro-desemprego do trabalhador resgatado, cujos requerimentos foram feitos pelo Grupo Móvel.​

Fonte: O LIBERAL

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